2.1
QUEM SOMOS
A Mineração Taboca é uma empresa brasileira de capital privado e concentrado, controlada pela China Nonferrous Metal Mining (CNMC), relevante conglomerado estatal chinês dedicado à mineração, ao processamento e à verticalização de metais estratégicos para as indústrias de tecnologia e energia.
Produzimos minerais críticos de classe mundial: a Taboca é a maior mineradora de estanho do Brasil, com mina própria a céu aberto, e player relevante no mercado de nióbio (Nb) e tântalo (Ta) (ao fornecer ferroligas contendo estes metais). Nosso portifólio é essencial para cadeias de valor que sustentam a transição energética e a inovação tecnológica global.
Somos cerca de 3.500 pessoas (empregados diretos e indiretos) unidas pelo mesmo objetivo: sermos excelentes no que nos propomos a fazer.
Estrutura organizacional e controle acionário
Em 2025, a Taboca passou por uma transformação estratégica com a entrada da CNMC como controladora, o que inaugurou um novo ciclo de investimentos, inovação tecnológica e padrões ambientais e sociais internacionais. A estrutura de governança reporta diretamente ao Conselho de Administração da CNMC e assegura transparência nas decisões estratégicas.
Produzimos minerais críticos de classe mundial: a Taboca é maior mineradora de estanho refinado do Brasil.
2.2
Nossa história
- 1969Fundação da Mineração Taboca.
- 1973Produção de estanho refinado na unidade Pirapora.
- 1982Início da operação na unidade de Pitinga.
- 2006Substituição da mineração de aluvião por rocha.
- 2008Aquisição da empresa pela Minsur.
- 2015Expansão da produção de ferroligas contendo Nb e Ta3.
- 2025Aquisição da empresa pela China Nonferrous Metal Mining (CNMC).
- 2026Anúncio do ciclo de investimentos de US$ 100 milhões até 2028.
3 Nb = Nióbio / Ta = Tântalo.
2.3
Propósito, visão e valores
PROPÓSITO
Melhoramos a vida transformando minerais em bem-estar.
MISSÃO
Gerar valor ao transformar minerais de maneira sustentável.
VISÃO
Desenvolver e operar ativos de importância mundial, sendo uma referência em termos de segurança, eficiência operacional, responsabilidade ambiental.
VALORES
o centro do que somos e do que fazemos.
- ExcelênciaProcuramos ser os melhores no que fazemos.
- CompromissoCumprimos com tudo aquilo que nos comprometemos, somos perseverantes.
- IntegridadeAtuamos com absoluta honestidade, transparência e respeito.
- ResponsabilidadeRespeitamos todos os nossos grupos de interesse e somos social e ambientalmente responsáveis.
- ConfiançaConstruímos relações de confiança, somos sinceros, autênticos e solidários.
- SegurançaDesenvolvemos todas as nossas atividades de maneira segura.
2.4
Modelo de negócio
O complexo mínero-industrial de Pitinga inclui nossas operações que geram dois concentrados: a cassiterita com alto teor de estanho e a columbita-pirocloro (concentrado de niobatos), com alto teor de nióbio e tântalo. A cassiterita segue para a unidade de Pirapora do Bom Jesus, onde é transformada em lingotes de estanho. Já a columbita permanece na unidade de Pitinga para a produção de ferroligas contendo nióbio e tântalo.
Conduzimos uma operação integrada que conecta a produção mineral na Amazônia ao processamento metalúrgico no Sudeste do Brasil, o que nos permite fornecer estanho, nióbio e tântalo para cadeias industriais estratégicas, como eletrônicos, embalagens, automotivo e aeroespacial.
nossas operações
2 unidades produtivas
- Unidade de Pitinga (lavra, beneficiamento e metalurgia de ferroligas contendo nióbio e tântalo)
- Unidade de Pirapora do Bom Jesus (refino do estanho)
1 usina hidrelétrica (UHE)
- Geração de energia elétrica para nossas operações em Pitinga
Nosso processo
- 1
Minerais Polimetálicos
- Minério bruto de cassiterita.
- Minério bruto de columbita-pirocloro.
- 2
Lavra e beneficiamento
- Extração por desmonte de rocha, seguido pela britagem, garantindo que a rocha granítica tenha o tamanho adequado para ser empilhada.
- Obtenção do pré-concentrado, por diferença de densidade e posterior flotação de dois concentrados: a cassiterita (alto teor de estanho) e a columbita e pirocloro (alto teor de nióbio e tântalo).
- 3
Metalurgia, beneficiamento e transformação
- Fundição do concentrado de cassiterita em fornos elétricos de redução em Pirapora, gerando estanho de alta pureza.
- Processamento do concentrado de niobatos em Pitinga, produzindo Ferroligas contendo nióbio e tântalo.
- 4
PORTIFÓLIO DE PRODUTOS
- Estanho.
- Ligas contendo nióbio e tântalo.
Minerais críticos para a transição energética.
- 5
Mercados e distribuição
- Indústrias eletrônicas, químicas e de soldas.
- Siderúrgicas e fabricantes de aços especiais.
- Setores aeroespacial, médico e de alta tecnologia.
- Fabricantes de componentes eletrônicos, semicondutores e capacitores.
- Logística multimodal conectando Amazônia, Região Sudeste e mercados globais.
- Rastreabilidade completa da cadeia produtiva.
- Conformidade regulatória para exportações.
Produtos distribuídos globalmente, alcançando 15 mercados estratégicos em três continentes.
- 6
Valor gerado
- Conhecimento geológico e segurança de reservas.
- Concentrados de alto teor e metais de elevado valor agregado.
- Desenvolvimento regional.
- Geração de empregos diretos e indiretos.
- Formação de mão de obra local.
- Investimentos sociais e ambientais.
- Contribuição para a oferta global de minerais críticos essenciais à transição energética.
2.5
Estratégia comercial e posicionamento de mercado
A estratégia comercial da Taboca em 2025 foi orientada por três eixos principais: (1) fortalecimento da presença no mercado brasileiro; (2) reposicionamento das vendas internacionais; e (3) integração à estrutura de negócios da nova acionista.
Expandimos nossa área de inteligência de mercado, aprofundando nossos estudos setoriais e o contato constante com os clientes para antecipar tendências.
O ano de 2025 foi marcado por volatilidade no mercado de metais estratégicos, com o preço do estanho oscilando após o terceiro trimestre e o nióbio e o tântalo registrando altas expressivas.
O cenário foi de escalada de novas barreiras tarifárias em várias regiões, escassez de oferta global, incertezas na obtenção de matérias-primas e especulação de mercado.
A Mineração Taboca, por sua estrutura verticalizada de operações — que integra mineração, beneficiamento e metalurgia — otimizou seu desempenho comercial e financeiro: nosso faturamento registrou lucro líquido de R$ 209 milhões, o melhor resultado dos últimos 20 anos de operação.
No mercado brasileiro e global, clientes demonstram demanda crescente por fornecedores que atendem a requisitos de sustentabilidade, qualidade e conformidade ambiental, social e fiscal. Nossos compromissos ESG estão atrelados à nossa estrutura operacional e, ao longo de 2025, continuamos aumentando nossa participação de mercado e mantendo competitividade global.
Nossa estratégia vai além da extração; transformamos o potencial geológico da Mineração Taboca em vantagem tecnológica ao integrar centros de P&D locais que desenvolvem processos desde o tratamento mineral, hidrometalurgia e pirometalurgia até novas aplicações para esses metais.
Apostamos no talento de nossos profissionais para desenvolver soluções de economia circular que garantem que nossos produtos carreguem o selo da sustentabilidade brasileira, posicionando o país não apenas como um fornecedor de minerais críticos e estratégicos, mas como o verdadeiro hub de inovação para a transição energética global.
Investimentos Financeiros
O CAPEX saltou de R$ 120 milhões para R$ 190 milhões em 2025 e está projetado para R$ 350 milhões em 2026, o maior da história da empresa, destinado a:
- expansão de capacidade produtiva e modernização de plantas;
- projetos de economia circular e de gestão de resíduos minerais e não minerários;
- transição energética, estudos de matriz energética diversificada, eletrificação de equipamentos de mina;
- pesquisa geológica intensiva para aumentar o conhecimento do potencial mineral e recuperação de minerais críticos.
Parcerias e colaboração
A Taboca expandiu suas parcerias com universidades, institutos de ciência e tecnologia e startups, em diversas regiões do Brasil, de Norte a Sul.
2.6
Nossos produtos e mercados
- Unidade de Pitinga (PTG):mineração, metalurgia e planta hidroelétrica Pitinga,Presidente Figueiredo, AM
- Escritório corporativoAdrianópolis, Manaus, AM
- Unidade de Pirapora (PBJ)fundição e refinaria Pirapora do Bom Jesus, SP
- Escritório corporativoAlphaville Industrial Barueri, SP
| Brasil | 32% |
|---|---|
| Europa | 66% |
| América do Norte | 3% |
| Região | % do Total |
|---|---|
| Ásia | 89% |
| Europa | 6% |
| Brasil | 5% |
Estanho
O estanho é um mineral crítico para a viabilização da transição energética, sendo o principal componente em praticamente quase 100% das soldas em componentes eletrônicos, garantindo a condutividade, flexibilidade e durabilidade necessárias em painéis solares, turbinas eólicas, veículos elétricos e redes inteligentes. Também é muito utilizado na siderurgia, indústria alimentícia (fabricação de embalagens), indústria eletrônica e em diversos produtos químicos.
A Taboca produz estanho de alta pureza (comercializado em lingotes de 25 kg sob a marca Mamoré registrada na London Metal Exchange - LME), ampliando o acesso a compradores internacionais.
A demanda global por estanho crescerá de aproximadamente 400 mil toneladas anuais em 2025 para 450-500 mil toneladas até 2030, devido ao aumento de uso de solda eletrônica, em que o Sn é largamente utilizado. Para a Taboca, cada tonelada de estanho refinado e ferroliga produzida é um elo fundamental na cadeia de valor da transição energética global.
A International Tin Association (ITA) prevê que a produção global do minério pode chegar a aproximadamente 360 mil toneladas em 2026, ainda em ritmo insuficiente para atender plenamente a demanda, o que pode levar o mercado a um cenário de déficit.
| Produção de estanho (toneladas) | 2023 | 2024 | 2025 |
|---|---|---|---|
| Produção total mundial | 379.858 | 370.440 | 372.683 |
| Produção total Taboca | 5.599 | 6.498 | 6.431 |
Fonte: ITA TIN2030 Report
Ligas de ferro contendo nióbio e tântalo
Uma liga de ferro contendo nióbio e tântalo é uma ferroliga em que o ferro é combinado com nióbio e tântalo. Ela funciona principalmente como matéria-prima para adicionar esses elementos à fabricação de aços especiais, superligas e compostos de alta pureza.
O nióbio contribui para aumentar a resistência mecânica e reduzir o peso dos materiais.
O tântalo oferece elevada resistência ao calor e à corrosão, além de ser importante para aplicações eletrônicas, aeroespaciais, químicas e médicas, por exemplo.
Para a Mineração Taboca, as ligas são resultado de investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, atendendo especificações técnicas dos mercados industriais que demandam elevado desempenho, confiabilidade e resistência.
A trajetória de crescimento dos mercados de nióbio e tântalo até 2031 é sustentada por fatores estruturais de longo prazo: (1) demanda de metais estratégicos em aplicações de energia limpa; (2) revolução digital e inteligência artificial, que amplificam demanda por semicondutores avançados; (3) mobilidade elétrica, com crescimento exponencial de veículos elétricos; (4) envelhecimento de infraestrutura em economias desenvolvidas, gerando demanda por materiais de alto desempenho. A demanda estimada de nióbio em 2025, por exemplo, foi de 83 mil toneladas, com a possibilidade de chegar a 88 mil em 2026 e de 110 mil em 2031. Por sua vez, a demanda estimada de tântalo para 2025 foi de 2.5 mil toneladas, com crescimento esperado para 3 mil em 2026, podendo chegar a 4.3 mil toneladas em 2031.
A Mineração Taboca oferece essas ferroligas em diferentes granulometrias e opções de embalagem, garantindo qualidade, rastreabilidade e flexibilidade para atender às exigências de clientes em diversos mercados.
2.7
Contribuição econômica
A Mineração Taboca desempenha papel relevante na economia regional e na geração de renda, com impacto direto e indireto sobre cerca de 27 mil pessoas, considerando o efeito multiplicador estimado para o setor mineral pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Empregamos mais de 3,5 mil trabalhadores, entre empregados diretos e indiretos, com forte presença local.
Nossa contribuição para a arrecadação pública de impostos também é significativa, superando R$ 300 milhões, dos quais mais de R$ 20 milhões correspondem à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM)1.
Desde 2017, investimos mais de R$ 950 milhões em melhorias estruturais e operacionais.
A partir de 2026 e para os próximos cinco anos, nosso investimento está estimado em USD 100 milhões.
Investimentos e plano de crescimento
A chegada da CNMC ampliou nosso acesso a tecnologias e fornecedores, o que permitiu acelerar discussões sobre novas tecnologias, automação e soluções avançadas de beneficiamento. Também nos possibilitou dar início a um ciclo de expansão, sustentado por investimentos de US$ 100 milhões e intensificação da pesquisa geológica.
A expectativa é que, em cinco anos, a Mineração Taboca seja referência em ESG para o setor, com uma base sólida de práticas ambientais, sociais e de governança. Para atingir esse objetivo, estão previstos para 2026 avanços em projetos ambientais.
Finalmente, no contexto global, temos o estanho destacado como um metal importante para a transição energética e o fortalecimento de cadeias de suprimento mais sustentáveis. Esse cenário está alinhado ao plano de crescimento da Taboca, que busca consolidar sua posição como fornecedora de minerais estratégicos por meio da expansão de suas operações, do desenvolvimento de novos projetos e da geração de valor de longo prazo.
1 A CFEM deve ser paga pelas mineradoras a estados, municípios e órgãos da União para promover o desenvolvimento das regiões afetadas pela exploração de recursos minerais no Brasil. Os recursos só podem ser aplicadas em projetos que direta ou indiretamente revertam em benefício da comunidade local, na forma de melhoria da infraestrutura, da qualidade ambiental, da saúde e educação.
2.8
Modelo de governança
A estrutura organizacional da Mineração Taboca passou por importantes transformações em 2025, a partir da transição societária para a CNMC, que introduziu ajustes operacionais, administrativos e de governança alinhados a padrões internacionais.
Continuamos avançando na estruturação de mecanismos robustos de governança para acompanhar a nossa expansão e crescente visibilidade global: estabelecemos o Conselho de Administração, comitês executivos e rotinas formais de governança, que asseguram maior alinhamento entre estratégia, riscos e desempenho operacional.
A transição societária também exigiu o fortalecimento das relações institucionais com órgãos ambientais, autoridades de segurança nuclear, governos estaduais e municipais e instituições de pesquisa, especialmente na Região Norte, onde se concentram nossas maiores oportunidades de expansão. Internamente, a governança foi reforçada com comitês dedicados à avaliação de projetos de expansão, impactos ambientais, segurança de barragens, gestão de efluentes e riscos sociais, para alinhar processos, padrões e expectativas da nova controladora.
Atualmente, nossa estrutura de governança corporativa é composta pela Assembleia Geral de Acionistas, pelo Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, conforme o Estatuto Social atualizado em 2025 e ratificado no início de 2026.
O Conselho de Administração é o mais alto órgão de governança da companhia, responsável pelo direcionamento estratégico e pela supervisão da gestão. O Conselho é formado por cinco membros, dos quais o CEO ocupa cargo executivo na companhia, e realiza reuniões ordinárias mensais e extraordinárias sempre que necessário.
A nomeação desses membros ocorre por indicação dos acionistas e deliberação da Assembleia Geral, para um mandato unificado de três anos, sendo permitida a reeleição. Todos os conselheiros possuem formação acadêmica e experiência profissional requeridas pelos acionistas no momento da indicação.
O Estatuto Social permite a criação de comitês e grupos de trabalho, sem poderes deliberativos, que assessoram tecnicamente o Conselho de Administração. Em 2025, foram instituídos 13 comitês, que operam no âmbito da Diretoria Executiva e contribuem para a consolidação de informações, a análise de riscos e o acompanhamento de indicadores estratégicos.
Comitês de assessoramento atuantes em 2025/2026
- Comitê Executivo
- Comitê de Riscos
- Comitê de Operações
- Comitê de Projetos Estratégicos e Expansão
- Comitê de Auditoria
- Comitê de Melhorias Operacionais
- Comitê de Saúde e Segurança
- Comitê de Clima e Pessoas
- Comitê de Geotecnia, Explorações e Energia
- Comitê de Ética e Compliance
- Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)
- Conselho Administrativo
- Comitê de ESG
- Comitê de Doações e Patrocínios
Remuneração dos executivos
A remuneração dos nossos executivos segue políticas estruturadas com base em pesquisas de mercado conduzidas por consultorias, cujos resultados são apresentados à Diretoria para definição da estratégia remuneratória.
Não adotamos bônus de atração nem incentivos vinculados ao recrutamento. Nosso modelo de remuneração variável está atrelado ao cumprimento dos KPIs corporativos e das unidades, definidos e aprovados anualmente pela alta direção, além de considerar o desempenho individual e as metas específicas de cada liderança.